quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO – DUPLO MISTÉRIO

     Quando o Fiel Marcos Soares me convidou para escrever sobre a apresentação do Senhor no templo que acontece no dia 02 de fevereiro, confesso que fiquei encafifada... Como pode haver apresentação do Senhor nesta data, se Ele já foi apresentado no Natal (25/12), quando Ele nasceu?

     Que fique claro aos meus amigos fiéis que estão lendo esse breve apontamento, eu sou muito leiga nos assuntos do Nosso Senhor e da Nossa Igreja... mas estou firme na pesquisa e na caminhada. Tenho tantas dúvidas!!!! Mas vamos que vamos!

     A palavra “apresentação” significa o ato de comparecer perante alguém em algum lugar. Humm, então nesse caso, imagino que se fez necessário apresentar Jesus à alguém em algum lugar. Mas “pera ai”, o menino Jesus já não tinha sido apresentado aos três Reis Magos, pensei...

     Dentro da minha ignorância, eis que surgiu a luz do conhecimento onde me fez pesquisar pelo tema e olha o que encontrei!

     Com todas essas dúvidas, entrei no site do Vaticano para começar minha pesquisa e sanar meus questionamentos.

     Bom, de fato meu raciocínio não estava tão infundado assim, pois a Apresentação do Senhor
está correlacionado aos mistérios da infância de Jesus, como: Natal, Circuncisão, Epifania, a
Apresentação de Jesus no templo, A fuga para o Egito.

     Este mistério em específico que acontece no dia 02 de fevereiro, o que quer de fato nos dizer?

A saber:

     Naquela época, na Lei Antiga trazida pelo Antigo Testamento, havia dois preceitos quanto ao nascimento de filhos primogênitos.

     O primeiro, a mãe permanecia retirada em casa por 40 dias após o nascimento do filho e ao final deste período deveria ir ao templo purificar-se (Lv 12). Já o segundo, os pais deveriam levar o menino ao templo e ali o ofereciam a Deus. Após o oferecimento do menino, necessário se fazia resgatá-lo por cinco silcos de prata (Nm 18,16). Essa era a Lei de Moisés (Ex 13,2).

     Ok então! Mas para quem foi entregue o primogênito no templo e se fazer cumprir a Lei de Moisés?

     Na época, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso e que já aguardava pela profecia do nascimento do Salvador. Era um varão santo que reunia todas as características de uma ancianidade e que aguardava o Messias. Homem de grande fé e acreditava nas promessas de Deus, pois seu discernimento fazia o crer na libertação do pecado e o consolo do povo.

     Quando Maria e José chegaram com o menino no templo, Simeão toma o menino nos braços e se concretiza a profecia: “O espirito santo estava com ele...”, e tão logo também diz Simeão: “... e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o messias que vem do Senhor...” (Lc 2,26). Diante das narrativas, leva-se ao raciocínio de que Simeão teria sido o primeiro varão a gozar desse grande privilégio de ter o salvador nos braços. Depois de José, é claro!

     Ao ouvir as palavras de Simeão, Maria e José sentiram forte admiração pelo ancião, pois confirmava-lhes o que o anjo lhes tinha comunicado. Entretanto, após o anuncio ensombrou a alegria, pois o Messias cumpriria a sua missão por meio de sofrimento e a mãe ficaria associada à dor do filho (Lc 2,34-35).

     Diante de tanta leitura é possível observar a profundidade que tem esse episódio da vida do nosso Senhor. Em primeiro lugar, o cumprimento da profecia de Malaquias (Ml 3,1). E, segundo lugar Maria compreendeu que Jesus deveria ser conduzido ao templo não para o resgatar como os outros primogênitos, assim como previsto na Lei de Moises, mas sim para ser oferecido em verdadeiro sacrifício ( Hb 10,5-7).

     Em uma analogia ao que vivenciamos na Santa Missa, a apresentação de Jesus no templo, poder-se- ia comparar, de algum modo, ao Ofertório do Sacrifício do Calvário. Na preparação desse sacrifício, como depois na sua realização no cume do Golgota, já se estava reservado um lugar especial para a mãe do Salvador.

Danielle Soares, 
Matriz de Santa Rita de Cássia, 
Centro, Rio de Janeiro.

Você sabia...

     Que o Mistério Gozoso rezado no Terço Mariano tem toda relação com o mistério da Apresentação do menino Jesus no templo e A purificação de Nossa Senhora?


     Sim, no primeiro terço do Rosário, rezados nas segundas, sábados e domingos do Advento, contemplamos os cinco mistérios gozosos que aprecia a encarnação do Filho de Deus e sua missão no mundo. São eles: 1º: Anunciação a Maria; 2º: Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel; 3º Nascimento de Jesus; 4º: Apresentação do menino Jesus no templo e purificação de Nossa Senhora; 5º Perda e encontro do menino Jesus no templo.

     Recomenda-se que, quando não se rezar o Rosário inteiro de uma só vez, que se respeite essa ordem a cima apresentada para que o Terço Gozoso fique completo.

Leitura Recomendada:
Ml 3,1-4
Hb 2,14-18
Lc 2,22-40

Fontes:
Bíblia Sagrada Edição de Estudos; Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versão dos Monges Beneditinos de Maredsous; 5ª Ed.; São Paulo: Ave-Maria, 2015;

Dias, Monsenhor João Scognamiglio Clá, O inédito sobre o Evangelho – Comentários aos evangelhos Dominicais, Vl, VII; São Paulo: Libreria Editria Vaticana – Instituto Lumen Sapientiae, 2013;

w2.vatican.va

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

APÓSTOLO DOS GENTIOS

APÓSTOLO DOS GENTIOS

Queridos fieis, hoje a Santa Igreja nos convida à uma grande reflexão sobre a conversão de São Paulo, devido aos imensos benefícios realizado por ele.

Vocês ainda se lembram do momento do vosso chamado? Foi ainda crianças, através das suas famílias, ou na fase adulta como Eu?

Eu me lembro bem quando O Senhor através de uma santa missa me chamou, pois já tinha meus 33 anos. E vos falo que, demorei a aceita-lo (“É difícil você teimar contra o ferrão – At 26,14).

Mesmo que vocês tenham sido chamados quando crianças, através da vocação de vossas famílias ou em algum momento já na fase de discernimento (adolescência/adulto), o Senhor sempre se mostra presente e o quão necessário Ele é para nós.   

Para que consigamos buscar no fundo de nossos corações o momento desse grande chamado de Deus, farei, humildemente, como leiga, mas adoradora da palavra do Senhor, algumas considerações a respeito da Conversão de São Paulo e que ela nos possa ser um “norte” na caminhada junto ao Pai.

À saber:

Saulo, como era chamado inicialmente, era judeu fervoroso da Tribo de Benjamim, nascido em Tarso da Celícia, era fariseu e também gozava de todos os direitos de cidadãos romanos. Foi educado em Jerusalém e se declarava inimigo de Jesus Cristo. Participara da perseguição promovidas pelos judeus contra a igreja de Jerusalém e acompanhou de perto o martírio do Diácono Estêvão, sendo, a partir deste episódio, o grande perseguidor (At 7,58.8,1).

Após o episódio do martírio de São Estêvão, Saulo requer aos sumos sacerdotes de Damasco cartas de representação às sinagogas para condução de prisioneiros cristãos para Jerusalém, o que lhe é concedido.
Paulo (nome romano), caminha por oito dias pela arenosa estrada que vai de Jerusalém a Damasco, quando de repente um clarão lhe faz cair por terra e uma voz lhe perguntara: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” e Ele responde: “ Quem és, Senhor?” e a voz continuou: “Eu sou Jesus a quem tanto persegues.”

Amedrontado por aquela voz, Paulo murmura: “Senhor, que queres que eu faça?” e ai, veio a resposta: “Levanta-te, entra na cidade. Ai te será dito o que deves fazer.” (At 9). Ainda atordoado com aquela voz, Paulo levanta do chão, como os olhos abertos, mas nada conseguia enxergar. Aquele clarão havia tirado totalmente a sua visão.

Paulo, não estava só na sua caminhada! Todos aqueles que o acompanhava ouviram um som confuso de vozes. Com o silêncio que adveio após a conversa entre Paulo e o Senhor, todos se olharam e mudos continuaram a caminhar para a cidade de Damasco.

Sem qualquer possibilidade de ver o que estava a sua frente, Paulo entra na cidade de Damasco, encontra um judeu chamado Judas que lhe oferece estadia. Ali, Paulo por três dias se recusa a beber e a comer, apenas esperava novas instruções e orava. 

Naquele mesmo momento, havia um homem que recebera uma ordem de Deus, este, era Ananias. Assim, disse-lhe o Senhor: “Levante-te, vai à rua Direita e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; ele está orando”.  Tão logo, Ananias responde ao Senhor: “Senhor, muitos já me falaram desse homem, dos males que fez aos teus fieis em Jerusalém. E se vem aqui, é a mandado do príncipe sacerdote, para prender todos aqueles que invocam teu nome”. O Senhor responde aos anseios de Ananias mandando o calar-se: “Vai, porque esse homem é o instrumento que eu escolhi para mim.” (At 9,10-15).

Paulo sabia que naquela noite em Damasco iria receber a resposta e logo tão breve ouvira a voz de Ananias que disse-lhe: “Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista.”

Então recuperado da visão, Paulo recebera o sacramento do Batismo, da Confirmação e da Ordem por Ananias e fora purificado de todos os seus pecados, descobrindo assim seu verdadeiro e justo lugar na vida de Israel.

A notícia da conversão de Paulo espalha-se rapidamente e após o batismo, é obrigado a fugir de Damasco das ameaças de morte por traição aos seus juramentos judaicos. Vai para Jerusalém para ajuntar-se aos discípulos e pregar o nome do Senhor. (At 9,26-30).

Portanto, é no caminho à Damasco que Paulo tem a chamada Conversão, onde encontra o amor de cristo e dali por diante procura testemunhá-lo pelo resto de sua vida. Se fascinou por Jesus e por Ele viveu e sofreu sendo testemunha no meio de homens e mulheres de etnias, religiões e culturas diferentes por todas as nações.

Diante do testemunho contado da Conversão de São Paulo, cabe a nós cristãos fazermos uma busca interior tomando o exemplo de São Paulo para que sejamos o iluminar, o farol da luz Divina, assim como elo foi.

Escrito por: Danielle Soares 
Matriz de Santa Rita de Cassia, Centro, Rio de Janeiro.


 Você sabia...
Que o Estado de São Paulo comemora seu aniversário no mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a Conversão de São Paulo?

Sim. No dia 25/01/1554 o nome da Cidade de São Paulo foi escolhido pelo Padre José de Anchieta, conforme carta à Companhia de Jesus que dizia a seguinte frase: “... A 25 de janeiro de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa...”

Leitura Recomendada:
At 9,1-22. 22,3-16. 26,9-18
1 Cor 9,1. 15,18
Gl 1,..11s
Mc 16,15-18

Fontes:
Bíblia Sagrada Edição de Estudos; Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versão dos Monges Beneditinos de Maredsous; 5ª Ed.; São Paulo: Ave-Maria, 2015;
Crossan, John Dominic; Em busca de Paulo: como o apóstolo de Jesus opôs o Reino de Deus ao Império Romano / Jhon Dominic Crossan e Jonathan L. Reed; tradução Jaci Marashin; 2ª Ed.; São Paulo:Paulinas;2007 (Coleção Bíblia e arqueologia)
Fabris, Rinaldo; Paulo: apóstolo dos gentios / Reinaldo Fabris; tradução Euclides Martins Balancin; 5ª Ed.; São Paulo:Paulinas,2008 (Coleção Luz do Mundo);
Ropes, Daniel da Academia Francesa; A igreja dos Apóstolos e dos Mártires; tradução Emérico da Gama; 3ª Ed; São Paulo:Quadrante; 2014;

segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 de Julho - Dia de São Bento Oremos: Oração da medalha de São Bento. A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!