sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Carta do Papa ao secretário-geral da ONU sobre o Iraque

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CARTA
Do Papa Francisco ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon sobre a situação no Iraque

Quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Boletim da Santa Sé
Tradução: Da Redação, com Rádio Vaticano
Com o coração apertado e angustiado, acompanhei os dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque, onde os cristãos e as outras minorias religiosas foram obrigados a fugir de suas casas e assistir à destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso. Comovido com esta situação, pedi ao Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que serviu como representante dos meus predecessores, Papa São João Paulo II e Papa Bento XVI, junto ao povo no Iraque, para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados.
Neste mesmo espírito, escrevo ao senhor, secretário-geral, e lhe exponho as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque. Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes das Nações Unidas, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas.
Os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem não despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade a ações concretas de solidariedade, para proteger quantos são atingidos ou ameaçados pela violência e para assegurar assistência necessária e urgente a tantas pessoas deslocadas, bem como o seu retorno seguro às suas cidades e às suas casas. As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana obrigam a comunidade internacional, em particular através de normas e mecanismos de direito internacional, a fazer tudo o que lhe for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas.
Confiante de que o meu apelo, que uno ao dos Patriarcas Orientais e de outros líderes religiosos, encontrará uma resposta positiva, aproveito a ocasião para renovar a Vossa Excelência minha mais elevada consideração.
Do Vaticano, 9 de agosto de 2014
Franciscus PP.
fonte: cancaonova.com

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Semana Nacional da Família

A Semana Nacional da Família será celebrada de 10 a 16 de agosto. O tema central deste ano é "A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo", que propõe a prática espiritual do casal e em família. O evento é motivado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo vinculado à Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Criada em 1992, a Semana Nacional da Família é um evento anual e integra o calendário das paróquias e comunidades de todo o Brasil. Para animar a atividade, a Comissão Nacional elabora o subsídio "Hora da Família", que começou a ser editado desde a vinda de São João Paulo II ao Brasil, em 1994, e passou a ser publicada anualmente, estando em sua 18ª edição.
Para o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini, o tema proposto para este ano quer ajudar as famílias na vivência da espiritualidade. De acordo com o bispo, "são gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus".

fonte: cnpf.org.br

Homilia - Dia de São Domingo de Gusmão

Homilia - Dia 8 de agosto de 2014



Pe. Wagner Toledo - Pároco

Dia de São Domingo de Gusmão

Evangelho (Mt 16,24-28)

Queridos irmãos, amados,

As sextas-feiras que marcam sempre para nós uma apurada preparação para celebrar o dia do Senhor, o domingo, por meio da nossa confissão, por meio da nossa penitência, momento da semana em que nos dedicamos ainda mais para concretizar o que rezamos no terço da misericórdia, suplicando que essa misericórdia se estenda não só a nós mas ao mundo inteiro e essa misericórida, ela vai sendo ainda mais ampliada quando nós somos capazes de reparar o que sofreu o coração de Jesus. A reparação no sentido de ajudar o outro a encontrar o caminho seguro, a se deixar iluminar pela luz do Redentor e sair da condição do pecado, de treva, escuridão, para poder sentir a força e a grandeza do amor daquele que nos amou por primeiro.

Hoje nós celebramos com alegria São Domingos de Gusmão. Esse homem que fascinado pela pessoa de Jesus Cristo, deixou toda sua vida promissora para poder evangelizar, anunciar a boa-nova do Evangelho. Se teve um momento em sua história em que ele foi útil, ajudando no aconselhamento de reis, há também em toda sua trajetória, o compromisso de se lançar para cuidar dos desvalidos, dos pobres, chegando até mesmo ao ponto de vender seus pergaminhos, seus escritos, para poder ter fundos e assim ter como alimentar aqueles que tinham fome. Olhamos a figura de São Domingos e vemos completamente essa realidade que hoje o evangelista Mateus, ele nos apresenta Cristo Jesus quando nos chama, Ele faz o diferencial de qualquer outro fundador de religião. Ele já apresenta que a religião que Ele funda, ela tambpem compreende cruz. Ele então diz que "quem quer ser meu amigo, que tome a sua cruz e siga-me". Quem é que vai apresentar para o outro, em um primeiro momento, no primeiro convite, para atrair para o seu grupo, a cruz, o sofrimento, a dificuldadde? Cristo Jesus, Ele faz; Ele nos mostra, para que nossa caminhada não seja uma caminhada de ilusão, mas abraçando a fé, nós possamos também abraçar a nossa cruz. Nós não buscamos cruzes. Não! Seria uma doença, seria masoquismo. Mas o que vai acontecendo ao longo de nossa caminhada, sobretudo devido ainda a falta de amor no coração do homem, a falta ainda de um grande avanço evangelizador, e aquele que não ama, aquele que não teme a Deus, ele é capaz de atrocidades, ele é capaz do egoismo fechado em si mesmo que resolvendo o seu problema, obtendo o que deseja, não se importa com a consequencia dos seus atos e justamente são essas consequencias que acabam afetando a comunidade. Então nós encaramos como cruz, aquilo que vai surgindo, que vai acontecendo e procurando vence-las, não renunciando nossa fé mas abraçando essas coisas que vão surgindo na fidelidade a Cristo Jesus, as transformamos também, em meio de nos unirmos a Cristo Jesus, de Nosso Senhor, e de nos salvarmos. 

Hoje queremos então, diante do Senhor, manifestar mais uma vez a nossa adesão ao convite, a proposta de sermos seus amigos, de estarmos com Ele, não renunciando a cruz, pelo contrário, no sofrimento, na provação, em todas as dificuldades também queremos estar com o Senhor e lembrarmos do conselho, da exortação, que o Apóstolo Paulo nos dá: "se com Ele sofrermos, com Ele também nós triunfaremos". Com Ele nós queremos reinar, nós nos configuramos à cruz do Redendor, do Salvador; Aquele que mesmo ressuscitado se apresenta aos seus mostrando as marcas da paixão em suas mãos, nos seus pés e no seu lado. Então que o Senhor nos abençoe e que possamos, cada vez mais animados, mais inflamados, pelo seu Santo Espirito, continuarmos a Sua Obra, anunciando a Boa-Nova do Evangelho, levando aos outros a mensagem que conforta, a mensagem que salva e certamente, o exemplo de São Domingos, da causa do Evangelho, nós possamos assim anunciar e com a nossa devoção especial à Santíssima Virgem Maria, mãe de Deus e nossa mãe, nós sejamos então animados e perseverantes, em comunicar a Boa Nova da Salvação.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo

Pe. Wagner Toledo